23/09/2011

Capitulo 8 – O inevitável


Bem, depois de muito tempo, aqui está mais um capitulo... Espero que gostem (claro que vão gostar)
Desculpem a demora, andava sem ideias... e preocupada XD Agora devo de voltar a demorar, entrei na universidade e não sei se terei assim tanto tempo. Mas não se preocupem tenho ainda os fim de semanas e ferias por isso continuem acompanhar...

Boa leitura

Do Preconceito ao Amor


Capitulo 8 – O inevitável

Tinha-se passado dois meses desde que Sayaka e Sae tinha feito as pazes, e assim já se encontravam na ultima semana de aulas, antes das ferias de natal. O tempo já estava frio, e chovia todas as semanas. Esses meses as alunas encontravam-se calmas. Os trabalhos e os testes começavam apertar, fazendo com que a maioria se refugiasse nos livros. Sae tinha conseguido passar esses dois meses sem levar sovas do grupo da Acchan. O máximo que lhe acontecia era alguma rasteira, ou os livros riscados, ou a roupa do balneário rasgada. Mas nada indicava o culpado.

Akicha, mantinha o quadro da Asuka no seu quarto. Tinha sorte deste ano não ter companheira de quarto, assim conseguia manter o enorme quadro sobre a outra cama. Passava horas analisando-o, achava que entre aquelas pinceladas fortes e cores escuras havia alguma mensagem, mas não conseguia identificar qual.
Takamina andava estranha para a opinião das amigas. Obrigava sempre alguma das amigas a estar com ela, e se não podiam, fechava-se no quarto. Nakayan, a sua companheira de quarto, tinha tentado até falar com as amigas tentando perceber o que estava a passar com a presidente, mas nunca conseguiam resposta. Ela sempre fugia as perguntas, assim como fugia a Atsuko quando a encontrava.

Sayaka e Sae continuavam-se a encontrar todas as noites no pavilhão, era quase como um habito encontrarem-se lá. Passavam muito do tempo a dançar e a treinar basquet, mas sempre tinham tempo apenas para conversar. Sem se darem conta, tinha crescido uma forte amizade entre elas. Sayaka continuava, indecisa sobre os sentimentos perante a aluna. Cada dia que passava mais tinha a certeza que estava apaixonada, mas algo dentro de si impedia de acreditar naquilo.

Os treinos de basquet iam cada vez melhor. A equipa tinha tornado mais ligada dentro dos treinos, mantendo todos os conflitos nos balneários. Todas tinham melhorado, principalmente a Sae devido as aulas privadas. Tomomi, depois de ter mudado os medicamentos, estava mais energética e conseguia acompanhar bem o ritmo dos treinos. Assim como se tinha tornado amiga da Sae e das amigas dela. Kasai, inicialmente não gostou da proximidade, mas acabou por ceder. Não andavam sempre juntas, mas já eram grandes amigas. O animo tinha animado mais quando souberam que o torneiro entre escolas ia começar depois das ferias, e que as adversarias seriam as alunas do SKE.



SYS


O sol ainda não tinha parado de brilhar aquela manha. Mesmo tendo chovido a noite toda, o céu mantinha-se livre de nuvens. Sem se importarem com o frio, as alunas aproveitavam o sol para poderem estar nos jardins da escola. Não se importavam de vestir um monte de roupa para manterem-se minimamente quentes. Já se sentiam prisioneiras pelas quatro paredes do edifício. Mesmo com tudo molhado, as alunas não metiam o casaco para se sentarem por cima.

Asuka estava a passear sozinha pelos jardins, aproveitando o ar livre. As amigas tinham-na deixado sozinha hoje. Acchan tinha passado os dois meses enterrada nos livros. Moochi sabia o motivo, mas preferia deixar ver até onde amiga iria. Rie e Rino, tinham desaparecido depois da aula. E Myau, nem sabia se essa ainda estava viva. Não a tinha visto a dois dias, mas também não fazia questão de a procurar. Devia de estar cheia de trabalhos para recompensar as más notas, como já era habitual.

Caminhava calmamente para longe das colegas. Preferia ficar sozinha do que ter de ouvir as conversas fúteis das outras. Já tinha o seu destino traçado, um pequeno lugar junto ao lago escondido por detrás das grandes árvores Nunca tinha visto lá ninguém, as alunas de lá preveriam ficar longe da lama e da terra. Mesmo sendo longe, Mocchin passava lá muito tempo. A treinar, a estudar ou apenas deitada a olhar o céu.

Caminhando por entre as arvores, não sentia o vente gelado que teimava ainda assoprar. Chegando ao local depara-se com algo fora do normal. Alguém estava lá. A beira rio estava um cavalete com alguém escondido por detrás da tela. Asuka, fica irritada vendo alguém no lugar que era apenas seu. Com o menor barulho, aproxima-se da pessoa, aparecendo de trás. Sempre escondendo-se entre as arvores, consegue aproximar sem ser vista. Já perto, consegue por fim reparar quem era. Aki, estava ali sentada a frente do cavalete a pintar o lago na grande tela. Mocchin tinha de admitir que a colega tinha talento, mas não podia perder para ela. Com o menor barulho aproxima-se da jovem, até ficar praticamente colada a outra.

- A treinar para tentares ficar melhor que eu! – Diz Asuka ao ouvido da outra. Aki assusta-se ao depara-se com a colega. Estava tão concentrada que não sentiu-a aproximar-se. Rapidamente afasta-se do cavalete fugindo para uma distancia que achava segura. – Não precisas de fugir.

- O que estás aqui a fazer? – Pergunta Aki em voz baixa devido ao medo.

- Isso era eu que devia de perguntar! Este lugar é apenas meu. Não devias estar aqui. – Responde Mocchin ainda apreciando o quadro. – Bem que te esforças para conseguir me ultrapassar. Pena que não tenhas talento. – Asuka pega no quadro e continua analisa-lo.

- Larga-o. – Pede Aki. Com medo aproxima-se da mais baixa, e tenta-lhe tirar a tela das mãos. Mas a outra tinha mais força.

- Oh espera, agora entendi. Ias dar isso a Haruna-sensei para lhe dar graxa e ela dar-te boa nota. Claro é assim que fazes. – Mocchin consegue puxar a tela das mãos da outra, e caminha ate a beira agua, debaixo do olhar da Aki. – Mas desta vez não resulta. – E sem esperar resposta atira a tela para dentro de agua. Aki aproxima-se rapidamente da mais baixa, e numa fracção de segundos, Mocchi sente a mão da Aki acerta-lhe com força na cara.

- Quem achas que és para estragar-me o quadro? – A voz da mais alta era seria mas começava-se a ver as lágrimas a fugirem por debaixo do cabelo e dos óculos.

- Tu não tens autorização para me bateres. – E sem aviso prévio, Mocchi dá-lhe uma estalada fazendo os óculos saltarem da cara. Foi tudo muito rápido, na opinião das duas jovens. Aki não tinha visto a mão aproximar, e Mocchi não tinha reparado nos óculos saltarem. Os segundos seguintes pareciam ter congelado. Akicha olhava furiosa para a colega a frente, mas Mocchi parecia encantada com os olhos descobertos. Ambas mantinham-se a olhar uma para a outra sem se falarem. Asuka estica a mão aproximando-se da mais alta. Aki não se mexia, e parecia que estava mentalmente preparada para qualquer coisa, menos para o que a colega fez. Asuka retira o cabelo da frente da cara da outra, podendo aprecia-la melhor. O susto com o que viu foi tanto que acabou por dar um passo para trás.

Ela acreditava que os seus olhos estavam a mentir. Aquela pessoa a sua frente, não podia ser a rapariga mal vestida e ignorada por todas. Não podia ser a menina feia. Mocchi aproxima-se novamente dela e agarra o tecido a mais da camisa, tentando ver a verdadeira forma do corpo. Aki continuava paralisada sem se mexer, e deixando a outra continuar analisa-la. Os olhos já não mostravam raiva, mas medo. Um medo que nem a Asuka tinha visto quando costumava bater-lhe. A sua mão continuava afastar os cabelos, para poder ver melhor.

- Como é possível? – Asuka disse baixinho. Algumas lágrimas começam a cair silenciosas pela face da Aki, fazendo Asuka voltar a realidade. Assustada afasta-se rapidamente. Sem dizer nada saem andar como se nada tivesse acontecido. – Não é possível ela ser tão bonita. – Continuava a falar baixo, quando caminhava até ao dormitório.



SYS


Takamina andava pelos corredores desertos da escola em passo acelerado. Tinha ido a biblioteca e nenhuma das suas amigas a pode acompanhar. O céu já estava a escurecer, fazendo com que a única fonte de luz fosse as luzes dos corredores. Estava quase a chegar ao dormitório, quando depara-se com a pessoa que menos queria. Atsuko estava encostada a parede do corredor, com o olhar fixo no lado de fora da janela. Takamina começa a dar alguns passos para trás tentando não fazer barulho, Mas Atsuko vira rapidamente a visão para a mais baixa.

- Vais fugir de novo? – Pergunta Atsuko sem se mover.

- Porque eu iria fugir de ti? – Minami amaldiçoou-se por ser tão orgulhosa. Rapidamente levanta a cabeça, que dantes estava baixa, e continua a caminhar até ao dormitório, tentando parecendo indiferente a colega. Mas ao passar por ela o seu pulso é preso impedindo-a de andar. – Porque é que me andas a perseguir? – Pergunta sem olha-la.

- Porque quero falar contigo. – Responde Acchan

- Não temos nada para falar. Agora solta-me que tenho de…- Takamina não teve tempo de terminar de falar. Acchan tinha-a puxado fazendo com que ela fica-se encurralada entre o seu corpo e a parede. As faces estava próximas de mais, para opinião da mais baixa. Os olhares estavam colados. Takamina podia sentir a sua face aquecer. Acchan não tinha aquele olhar desinteressada que sempre estava com ela. – Deixa-me ir. – A voz saiu-lhe fraca e baixa, o que vez Atsuko sorrir. Não era um sorriso irónico nem sínico, Takamina tinha de admitir que era um bonito sorriso.

- Porque não podemos ficar assim? – Atsuko solta o pulso da mais baixa, e coloca a mão na cintura enquanto a outra acariciava a face da outra. – Porque não podemos ser como eu quero? – Mas sem esperar resposta, encosta os lábios aos da outra. Takamina deixa cair o livro, que segurava, instantaneamente. Era a segunda vez que os lábios se encontravam. Acchan segurava-a com força para não deixá-la fugir. Takamina apenas estava paralisada a sentir os lábios macios da Acchan a beijarem os seus. Quando Acchan afasta para respirar, Minami aproveita a oportunidade para sair a correr dali, esquecendo completamente o livro.
Acchan fica a ver a rapariga a desaparecer da vista, quando repara no livro. Com preguiça abaixa-se e apanha o livro.


“A mente das pessoas”

De todas as pessoas, só a Takamina é que iria ler um livro de psicologia por prazer. Acchan sorri e começa a ler o livro enquanto caminha até ao seu quarto.



SYS


Era hora de almoço e quase todas as alunas estavam sentadas na grande sala de convívio. Estava praticamente cheia. As alunas estavam sentadas, com o grupo de amigas, de volta de alguma mesa. Apenas falavam de algo trivial, aproveitando para relaxar e entrar no clima de ferias.

Takamina estava sentada junto com as amigas num canto junto a janela. Sae observava o exterior que estava coberto de nuvens, e Miichan e Yukirin falavam sobre os planos que tinham para as ferias. Estavam todas distraídas que nem reparam numa aluna do primeiro, aproximar-se timidamente. Chegando perto delas, puxa a manga da Takamina, que finalmente dá pela colega.

- O que se passa? – Pergunta a outra jovem. As amigas dão pela presença da jovem e ficam a olhar para ela.

- Manda…ram… entregar isto. – Diz a gaguejar enquanto estendia um livro a Takamina. A mais baixa fica a olhar espantada, mas acaba por receber. A outra jovem faz uma vénia e sai a correr. As quatro amigas ficam a estranhar atitude que a jovem tinha feito.

- Mas o que deu na miúda? – Questiona Miichan, mas as amigas apenas encolhem os ombros.

- Que livro é? – Pergunta Sae deitando-se sobre o ombro da mais baixa para poder ver melhor o livro.

- Um livro sobre psicologia que eu pensava que tinha perdido. – Responde Takamina. Ela sabia bem quem o tinha mandado entregar. Só podia ter sido Atsuko, era a única pessoa que a viu com o livro. As outras rapidamente voltam a conversa esquecendo-se do livro. Takamina começa a folhar o livro vendo se estava tudo bem com ele, quando cai um bilhete ao colo. Fecha o livro e com cuidado abre o bilhete debaixo da mesa.


“É um bom livro. Acho que podias dar-me uma oportunidade como ele diz.
A.M”

Takamina fica a olhar para o papel tentando decifrar. Mas a colega esta a começar ser um grande quebra cabeça, e a pequena não tinha a certeza se queria descobrir o resultado. Estava perdida em pensamentos, até que sente um pontapé na perna.

- Fogo para que foi isso, Miichan? – Pergunta Takamina enquanto esfregava a perna no local onde lhe tinha batido.

- Estávamos a falar para ti mas não estavas cá. – Explica Yukirin. Nesse momento as TomoTomo entram no local e aproximam-se das recentes amigas. Kasai puxa a única cadeira vazia e senta-se puxando amiga para se sentar ao colo.

- Onde vocês estiveram a manha toda? – Pergunta Miichan.

- A Tomochin não esta a sentir-se bem, então levei-a a enfermaria. – Explica Chyiuu enquanto aconchegava amiga ao colo.

- Estas bem? – Pergunta Sae a colega de quarto que apenas dirige um olhar fazendo a outra entender o que tinha se passado.

- Sim. Mas então o que falavam antes de nos chegarmos? – Tomochin muda rapidamente o tema de conversa.

- Sobre as ferias. Aquelas três semanas sem escola. Ai que bom. – Diz Miichan sonhando com altura do ano que mais gostava.

- Vocês o que vão fazer? – Pergunta Takamina que não tinha ouvido nada da conversa anterior.

- Eu vou passar uma semana em Osaka com a Yukirin. Vamos lá para a minha casa de campo. Depois eu fico lá para passar o natal com a família. – Explica Miichan.

- Eu depois vou com a minha família e a família da Mayuyu para França. O pai dela tem um desfile e a minha mãe vai ser a modelo convidada. – Explica Yukirin. – E vocês?

- Eu fico por Tokyo. Os meus pais tem trabalhos, e algumas festas para ir. – Explica Takamina sem muito animo.

- Eu também fico por Tokyo. Quem sabe se não nos encontramos em algumas dessas festas. – Diz Tomochin.

- Eu vou ter de ir para Singapura e Hong Kong. É o primeiro natal que fico longe da Tomochin. – Diz Tomo mostrando tristeza nos olhos.

- Eu simplesmente fico em Tokyo. E nem festas devo ter. Se tiver não vou. – Explica Sae. As amigas envolvem-se numa conversa sobre compras, mas Sae desliga da conversa, e começa a olhar o exterior novamente.

O seu olhar rapidamente fica a observar o grupo de professoras que estavam debaixo de uma arvore. Sae não consegue, não sorrir ao ver a cena. Sayaka estava aos saltos imitando alguma coisa, quando Yuko estava de joelhos atrás dela com um ar dramático. Kojipa e Mariko apenas riam-se encostadas a uma árvore. Sae rapidamente esquece as outras professoras, e fica apenas admirar a professora de educação física. O sorriso que ela tinha era tão puro que fazia a Sae sentir-se segura, mesmo com a distancia que estavam. Sae rapidamente perde o sorriso ao lembrar-se das ferias. Tinha estado animada com a pausa nos estudos que esqueceu-se de algo importante. Não iria ver a Sayaka por três semanas. Sae sente-se a ficar triste e com o coração apertar, mas não sabia porque estava a sofrer apenas por se afastar da professora. Sae é tirada dos seus pensamentos, quando ouve a campainha a tocar. Todas as alunas levanta-se e caminham em direcção a própria sala de aula. Sae antes de sair da uma ultima espreitadela para a rua e vê Sayaka a olhar na sua direcção e a sorrir. Sae sorri e acena-lhe disfarçadamente.



SYS


Chovia torrencialmente na rua. Tinha estado nublado todo o dia. Mas à noite as gotas decidiram cair fortemente dos céus. Sae andava pelos corredores da parte de Educação física com esperanças de encontrar a professora. Tinham desmarcado o treino, devido a um trabalho que a Sae tinha de entregar no dia seguinte. Mas algo dentro dela dizia que devia de procurá-la. Não podia chama-la, porque podia ser ouvida por outra pessoa. Mesmo que fosse quase impossível que a mais velha tivesse saído debaixo daquela chova, Sae continuava à procura. Já tinha ido ao local habitual do treino, ao gabinete, a piscina,… Mas ela não estava em lado nenhum. De repente vários trovões rasgam o céu. O barulho ecoava ferozmente pelos corredores, e a luz iluminava o local escuro. Sae acelera o passo abrindo novamente as portas.

Estava prestes a desistir quando começa ouvir uma voz baixa. Sae fica atenta, tentado identificar de onde o som vinha. Passado alguns minutos finalmente percebe a direcção. Começa a correr rapidamente, até o som ficar mais audível. Sae rapidamente preçebe que era alguém a cantar. A voz era baixa e não se percebia quem era, mas podia-se perceber que chorava.


GANBARE!
(faz o teu melhor)


ochikomana de!
(Não estejas deprimida)


sotto kao wo agete
(vira suavemente o rosto)

Sae rapidamente chega a sala das maquinas. O local estava escuro, apenas iluminado pela luz dos trovões que entravam pela grande janela. A voz era dali, mas ela não conseguia ver ninguém. A voz de repente para de cantar, assustando Sae. A rapariga entra no local com medo, procurando alguém. Agora o único som que se ouvia era as gotas de agua. Do nada soa outro trovão.

- Ahhhhhhh. – Ouve-se um grito no outro lado da sala. Sae vira o roso e depara-se com alguém encolhido entre duas maquinas. Novamente outro trovão rasga o céu, dando a Sae a possibilidade de identificar quem era. Sayaka estava encolhida no canto como uma criança perdida. Tinha o rosto escondido entre as pernas, que ela abraçava fortemente.


GANBARE!
(faz o teu melhor)


ochikomana de!
(Não estejas deprimida)

Sayaka começa a cantar novamente, que nem percebe que havia mais alguém no local. Sae aproxima-se devagar até a mais velha. Quando chega mais perto, agacha-se ficando a mesma altura que a professora.

- Sayaka. – Sae chama calmamente. Sayaka levanta o rosto admirada, e fica assustada ao ver aluna a sua frente. Sae sorri-lhe tentando passar-lhe força. Vagarosamente, limpa as lágrimas no rosto da outra.

- Eu estou aqui, está tudo bem. – Sae senta-se ao lado e puxa a mais velha para o seu peito. Sayaka abraça-a a jovem fortemente, procurando algum apoio. Sae penteava os cabelos da mais velha com os dedos, quando a outra mão segurava fortemente uma das mãos da outra. Ainda demorou alguns minutos para a mais velha se acalmar, mas a trovoada parecia não ter fim. Sae mantinha-se quieta apreciar o espectáculo que o tempo lhe dava. Ela ao contrario da Sayaka, gostava de trovoada.

- Desculpa. – Diz Sayaka baixinho.

- Não tens que pedir desculpa. – Diz Sae sem parar as carícias no cabelo. Sayaka levanta-se e encosta-se a parede. Elas continuavam de mãos dadas, e Sayaka acariciava a mão da outra com o polegar.

- Estúpido, eu com a minha idade ter pavor a trovoada. – Diz Sayaka com um sorriso fraco. Os relâmpagos tinham parado, mas a intensidade da chuva não dava sinais de fraqueza.

- Não é nenhuma vergonha. Todos temos medos.

- Eu é que sou a professora, mas tu estas a dar-me aulas de moral. – Diz Sayaka sorrindo com vontade, na primeira vez na noite. Sae sorri com o seu sorriso de orelha a orelha, e deita a cabeça sobre o ombro da mais velha.

- Porque estavas a cantar?

- Costumo cantar quando estou assustada. Mas não podes contar a ninguém.

- Tens uma voz linda. E eu não vou contar, sou uma boa aluna para as minhas professoras.

- Não és minha aluna. Pelo menos agora. – Sae sorri mais, e desencosta-se ficando frente a frente com a professora.

- Então o que sou? – Pergunta Sae com um olhar serio e puro. Sayaka fica perdida no olhar que esquece-se de responder. Sae aproxima os rostos cuidadosamente sem desviar o olhar. Quando chega mais perto, ambas inconscientemente fecham os olhos. Durou poucos minutos a distancia entre os lábios. Sayaka segura a mais nova pela cintura, puxando-a para o seu colo, acabando com a distancia que existia. Sae enrola os braços sobre os ombros da mais velha, podendo assim alisar os cabelos com os dedos. Era um beijo tímido e inseguro. Mas rapidamente passou para algo mais veloz e cheio de sentimento. As bocas exploravam e saboreavam cada pedaço, as línguas brincavam uma com a outra.

Elas tinham perdido a noção do tempo e do espaço, estavam entregues ao beijo sem se importarem com mais nada. Mas um trovão rasgou os céus, fazendo Sayaka acordar. Rapidamente apercebe-se do que estava a passar-se e afasta aluna bruscamente. Sayaka levanta-se e fica a olhar para todos os sítios menos para a jovem no chão que olhava para ela confusa.

- Sayaka? – Chama Sae.

- É um erro. Isto não aconteceu. – Sayaka esfrega os olhos tentando por os pensamentos em ordem. – Sae esquece isto. Esquece isto. Isto não aconteceu. Esquece. – Sayaka nem espera resposta e sai a correr em direcção a sua casa sem se importar com a chuva que a molhava até aos ossos. – Eu não posso envolver, eu não posso amar. Não posso ama-la. – Dizia para si mesma enquanto corria até casa. Pelo caminho acaba por tropeçar num ramo fazendo-a cair de joelhos. Sayaka mantêm-se naquela posição sentindo as gotas a caírem assim como as lágrimas.


Continua…


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12 comentários:

deH disse...

auahahau lembro qndo vc ainda tava pensando em que musica por xD
mas waaaaaa mto bom *----*
kissu kissu lalala~~~
choque da mocchi loooooooool xDDD
adorei o bilhete da acchan *-* boaa o/
nuss, mas essas meninas viajam longe hein?
mas amei o kissu loooooooove, ta mto bom *¬*
*nosebleed* @;;@
mto bom danny, sei que vc vai ter umas inspiraçoes la na p onde vai neee? 8D uhuahuaha
ganbatte o/
love yoou~~~

KaeKain disse...

Noss senhoraaa...Dannyzitaa..mandouu mto bemm xD
Adoreii a parte atsumina...kii pegada da acchan heinn...hahaha..go go acchan!uma hr takamina vai ceder..hsaushausa
Sayaka cantando axei taum bonitinhaa...e q malditoo trovão...bem na hr poh!...sayaka chorandoo ehh muitoo triste ;-;
Mto bom dannyzitaa...aguardando anciosamente a prox...Ganbatte! =D

Boa sorte na universidade! ^.~

Camy disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
c@@3! disse...

A riqueza dos detalhes é show! adoroo os fics daquii *----* são perfeitos tah de parabéns... mas se puder fazer um kojiyuu tbm =P

neechan disse...

tão fofooooo! *-*
adoro a música que ela canta hehe
tá tudo lindo!
(tristeza... vivo contigo e só li agora -.-")

Filipa disse...

Jasus tenha piedade da minha pobre alma! Ou melhor...Senpai tem piedade da minha alminha! Que capitulo foi este mulher? Quase morri aqui a ler! Queres perder uma chibi?
A Mochi tá a ficar apaixonada... já se tava mesmo a ver isso acontecer. E Acchan que tenha calma que a Takamina vai ceder xD
Quanto às fofuras de serviço, raio do trovão! Logo naquela altura! Amuei!
Adorei o cap senpai!
Espero anciosamente o próximo. Beijinho <3

Risuke disse...

Bela fic Minha Cara Danny!!Não sei se é por eu ser muito observador mais todos os lugares citados na fic são lugares que elas já visitaram ou fizeram show na vida real!!

Danny disse...

huahuahau Risuke isso foi mesmo ao acaso XD França é muito conhecida pelos eventos de moda, podia ter metido milão mas pronto XD Obrigada por leres :)

Obrigada a todos por terem lido e gostado, e comentado :) Vou fazer o maximo para nao demorar com o proximo

Anônimo disse...

enatum nhe... vai demora muito para sai o prossimo capitulo???

Anônimo disse...

aguardando ansiosa o proximo capitulo!

Anônimo disse...

to vendo que vai ser uma fanfic parada... começa agitando, capítulos toda semana e do nada para de vez... é iremos ficar esperando pelo resto de nossas vidas esse 9º capitulo.

danny disse...

Não irá ser fanfic parada. Tambem nunca teve capítulos todas as semanas... Acho que demorei sempre entre 2 semanas a 1 mês por cada capitulo.
Mas como expliquei no inicio deste capitulo, entrei na universidade, mudei de cidade, e ainda tenho a vida muito agitada. O 9 capitulo esta começado, assim que tiver uma pausa certamente o capitulo sairá.
Não percam a esperança, a fic terá fim... Mas tem de compreender que agora esta tudo muito complicado para mim...

Lamento estar a demorar, mas não tem dado mesmo para escrever

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